Espinho às Direitas

"O homem verdadeiramente livre apenas quer o que pode e faz o que lhe agrada" Jean-Jacques Rousseau

6/26/2006

Conselho aos Professores...

"A propósito das avaliações e do processo continuado de desacreditação dos
Professores que a Ministra quer impor à opinião pública, gostaria que os
Professores pensassem no seguinte:



Em vez de fazerem greves inócuas, que ainda por cima cheiram a férias
desapropriadas entre feriados, os professores deviam pensar seriamente em
cumprir *integralmente* nas suas escolas o seu horário de trabalho. Passo a
explicar:

Pela manhã, *TODOS* os professores se apresentavam nas suas escolas para
iniciarem o seu dia de trabalho. Agora vai ser necessário um pouco de
aritmética, mas da mais básica. Se um professor tem 3 horas de aulas num
dia, cumpre mais quatro horas de permanência na escola. Nessas quatro horas
é suposto corrigir testes, preparar aulas, elaborar enunciados das provas,
etc., etc. tudo o que se relacione com a sua profissão e que normalmente
está habituado (mal) a fazer em casa. É também suposto utilizar as
secretárias, as cadeiras, os computadores e as impressoras da escola para o
seu trabalho. É que também é suposto que, antes de exigir resultados, a
escola lhe forneça condições de trabalho.

*No final das sete horas de trabalho diário (7 x 5 = 35) saíam da escola
para casa, deixando na escola o trabalho que ficou por fazer *.

Facilmente os Conselhos Executivos chegarão à conclusão que a escola não
oferece condições aos professores para que estes trabalhem, e terão que o
comunicar ao Ministério, ou não há seriedade. Ou tentarão os Conselhos
Executivos agir de forma a convencerem os professores de que como estes se
acotovelam na escola o melhor será irem para casa?

*Mas poderão os professores ser penalizados por quererem exercer o seu
trabalho no local de trabalho que lhes está por natureza determinado? *

Deixem de ser um bando e passem a actuar como um grupo.

TODOS para as escolas desde manhã a cumprir o horário de trabalho na escola,
o local de trabalho natural.

*Atasquem completamente as escolas com a vossa presença e deixem que a
ausência de condições de trabalho faça o resto. *

Deixem-se de greves inócuas e atrapalhem verdadeiramente o sistema de forma
legal.

Provem de uma vez por todas que querem trabalhar e que este patrão não vos
dá condições de trabalho apesar de vos exigir resultados, e ainda por cima
enxovalhando-vos continuamente.

Substituam os sindicalistas que vos representam tão mal e que já não sabem o
que é dar uma aula há mais de 20 anos por Professores que saibam discutir os
assuntos de forma séria.

Sejam de uma vez por todos PROFESSORES UNIDOS.

Se assim não for, rendam-se às evidências e façam o trabalho dos auxiliares
educativos, que ajudam o ministério a poupar uns cobres.

E NÃO SE QUEIXEM.

Para quem não sabe, não sou professor. Sou um reles engenheiro que às vezes
pensa nestas coisas, muitas delas quando às quatro ou cinco da manhã grito
para a minha mulher que está no escritório a corrigir testes e pergunto se
não se vem deitar.

Agora façam a vossa parte. Façam forward deste mail para todos os vossos
amigos, especialmente os professores. Comecem a divulgar esta ideia e pode
ser que tenham um futuro melhor."

Manuel Laranjeira