Sr. Ministro... Vergonha!

Eu não sei porque perco tempo em ouvir, confiar e ter esperança no senhores que gerem a causa publica. Cada ano que passa, cada vez mais perco o respeito por esses senhores que têm o poder político, obviamente legitimado pelo voto do povo. Os senhores são mentirosos e para completar o fantástico ramalhete fazem as previsões orçamentais a partir dos pressupostos mais favoráveis, para poderem agradar virtualmente uma vez mais à inerte sociedade civil.
Ontem o Sr. Ministro das Finanças, apresentou a previsão orçamental do Estado Português - sim. esse de Portugal - para 2007.
Para executar o dimensionamento de uma estimativa orçamental para um Estado, temos que contabilizar uma perspectiva de cenário macro-económico a fim de se ver, se há ou não crescimento económico através de exportações. Sendo assim, diversas variáveis são fundamentais para analisar o que poderá acontecer. Variáveis como o preço do petróleo e as taxas de juro. Os Nossos Amigos da Gestão da Causa Publica, agarraram e estimaram o Orçamento Geral do Estado para 2007, partindo do pressuposto que o preço de petróleo se irá fixar por volta dos 67,6$ por barril, quando o Fundo Monetário Internacional prevê um valor de 75,5$ e que, as taxas de juro irão subir até aos 3,7% em 2007, quando o mercado prevê uma subida até aos 4% já no inicio do ano de 2007.
Sei que para se dimensionar qualquer coisa devemos entrar com as condições mais desfavoráveis e ainda se for necessário com o acréscimo de um coeficiente de majoração para estarmos pelo lado da segurança. Isto é básico. O Estado está muito debilitado em termos financeiros, o governo tem maioria política e mesmo assim executa perspectivas orçamentais que têm como base cenários macro-económicos favoráveis, quando instituições acima de suspeita perspectivam valores mais elevados.
Depois vem a questão dos cortes no aumento da despesa pública. Está provado e todos sentimos que a receita aumentou em 2006, ou seja o estado tem mais dinheiro para gastar. Segundo o Sr. Ministro das Finanças no próximo ano o estado só irá gastar 45,4% da riqueza produzida pelo país contra os 46,3% do ano 2006. E como conseguiu isto o Sr. Ministro: cortou na despesas primárias do Estado? Não. Como tem mais dinheiro para gastar que advém do aumento da receita fiscal, diminuição do investimento público e congelamento nas progressões de carreira do pessoal. Aí tem os ganhos no aumento da despesa pública. E é assim que se passa de 21,200 milhões de euros de despesa com o pessoal para 21,010 milhões de euros. Em conclusão: neste aspecto o Governo apresentou planos de modificação da estrutura do funcionalismo público e onde estão os seus efeitos em termos orçamentais. Os Senhores não reformularam a estrutura de pessoal. Os Senhores congelaram as carreiras do pessoal.
Em conclusão, continuamos a gastar mais do que aquilo que temos. As reais medidas políticas para levar o País de volta aos carris estão por executar. Tais como redução drástica com despesas correntes e primárias, tais como pessoal, benefícios sociais.
Quanto mais tempo Portugal ficar sem uma decisão quanto às questões da despesa pública, mais dinheiro custará em termos sociais e financeiros ao País.
O Sr. Ministro, não vai parar o aumento da despesa pública Portuguesa. Simplesmente adiada.
De lembrar que este orçamento é feito para o ano de 2007, as próximas eleições legislativas são em 2009. Logo, quero-me rir quando os Senhores da Gestão da Causa Pública tiverem que estimar orçamentos para ganharem eleições... E ainda a procissão vai no adro, pois vão discutir o orçamento na generalidade e na especialidade e aí é que vão ser elas...!
Sr. Governantes, Vergonha para Vocês e Mau para o País!

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